".. A música e os pássaros têm muito em comum, é que não conhecem fronteiras, não há lei que os impede navegar ao redor do mundo .. a música começa onde termina a linguagem, porque exprime o inexplicável .."
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quinta-feira, 15 de março de 2012

Quadrophenia: The Director’s Cut Box Set

“Quadrophenia: The Director’s Cut Box Set”, a essência do The Who


Entre os CDs que comprei na Europa estão clássicos da Motown, caixas promos tipo UFO, Sly & Family Stone e algumas bandas novas como Blitzen Trapper, mas o melhor e mais interessante é o “Quadrophenia: The Director’s Cut Box Set”, do The Who, lançado no fim de 2011. Trata-se da mega caixa (com um preço salgado – 98 Euros), do, para mim, melhor trabalho da banda inglesa, “Quadrophenia”, de 1973. O material contém quatro CDs, um DVD, um livro, um single 7″ [de 5:55] e cards em formato A4. Nos CDs estão uma versão remasterizada do álbum e demos que Pete Townshend nunca divulgou, inclusive com músicas inéditas. Já o DVD vem com o áudio em 5.1, fotos e memorabília.  Para quem não sabe o álbum foi o projeto mais ambicioso do grupo, que consagrou definitivamente o baterista Keith Moon, dado o peso acrescentado pelo fato de que a ópera rock não era nenhuma fantasia, mas as raízes do nascimento da cultura mod e do próprio Who. É um trabalho bastante denso. Pete Townshend com refinamento único combinou guitarras a arranjos de cordas, junto com sintetizadores muito bem colocados, obtendo um resultado magnifico. O disco conta a história de um mod chamado Jimmy que tem quatro personalidades (daí o título Quadrophenia), o que por sua vez reflete as quatro personas conflitantes no trabalho da própria banda.

“The Real Me”, “Punk Meets the Godfather”, “I´m One”, “Boy Bell,” e “Love, Reign o’er Me” nas versões demo possuem arranjos experimentais, ouvi-las é uma boa surpresa, são sensacionais. A voz de Roger Daltrey, em um tom diferente do disco original, é bastante intrigante, cai bem. “Love, Reign o’er Me”, por exemplo, com quase sete minutos e timbres de guitarra e vocais mais suaves, dão outro ar a canção. Além do livro que é muito bem editado, as faixas inéditas são tão boas como as que entraram no disco. Uma pena terem ficado fora da edição final. Mas algo deveria sobrar, já que os músicos optaram por um disco duplo. Entre elas destaco “We Close Tonight”, “Fill No. 2”, “Get Inside” “Joker James”, “Finale-The Rock”, “Fill No. 1 – Get Out and Stay Out” e “You Came Back”. Um box mais do que recomendado, mas que no Brasil deve ter um preço bem caro. Melhor comprar pela internet de lojas gringas.

A caixa
Livro com 100 páginas onde Pete Townshend explica o período antes e durante a criação do álbum. Detalha alguns dos processos técnicos – o uso surpreendente e progressivo de sintetizadores bem como aspectos reveladores da história do personagem central do álbum -  Jimmy.ut mod – para um cenário de psiquiatras, padres, pais furiosos, anfetaminas, adolescentes, ídolos caídos e gangs de mods em frente ao mar em Brighton.
O livro também inclui um deslumbrante tesouro de inéditas notas pessoais, fotografias, letras manuscritas e lembranças do período, todos recentemente descobertos no arquivo de Pete.
O álbum duplo original remasterizado.
Discos de três e quatro – 25 faixas demo a partir do arquivo de Pete Townshenddando uma perspectiva única sobre a visão original para este trabalho notável. Inclui canções que não foram incluídas no álbum original.
Disco cinco – “O Quadrophenia 5,1 EP ‘- trilha oito exclusivo DVD remixado para som surround.
O pacote também replica a imagem preto e branco impressionante da fotografia original de vinil LP e adiciona cor nunca vista out-takes do famoso foto da capa.
Uma réplica 7 polegadas em vinil” com o single ‘5 :15.
Conjunto de inserções em seis dos memorabília de fac-símile alojados em um envelope de cartão.

Jay Vaquer – Umbigobunker!?

Jay Vaquer – Umbigobunker!?

Por: Luciano Vitor
 01 Meu Melhor Inimigo
02 Dia Desses
03 Ah, Mas Bem Que Você Gosta (Coprófaga)
04 Personal Saturno, Jupiter Privê
05 Umbigobunker!?
06 Do Nada, Me Jogaram aos Leões (com Part. de Maria Gadú)
07 Se É Que Sonhei (Aquele Sonho "Esquizo")
08 Fabulosa Santa Que Pariu
09 Presença Hecatombe
10 Ritual da Chuva Seca
11 É Assim Saltar
12 Quase Linda História de Amor

Nota: 10
Poucos artistas tem o poder de fogo que Jay Vaquer possui.  Filho de músicos, artista de mão cheia, Jay Vaquer fez de 2011 um ano promissor e com seu sexto trabalho chegou a fase de consolidar o talento que sempre teve e a crítica teve a ousadia de ignorar.
Inexplicavelmente bandas ruins e artistas pré-fabricados poluem as rádios, enquanto Jay Vaquer chega aos ouvidos de poucos. Tem explicação?
Vaquer é um daqueles casos sem explicação e ao mesmo tempo é um retrato da desigualdade musical que vivemos. Um país onde o duvidoso gosto se alastra pelas mídias e artistas de tal calibre batalham até a última faixa de um trabalho portentoso para sairem e se manterem fora do lugar comum. A palavra que não combina definitivamente com Jay Vaquer, comum.
Com uma abertura única, “Meu Melhor Inimigo” é canção que deveria estar em aberura de novela (esqueci, Jay Vaquer não é lugar comum…), tocando em rádios, ou sendo trilha sonora de filme. Uma canção cheia, com força incomum e situando o ouvinte de maneira tal que acaso existisse de verdade singles a venda no país, esse seria um que deveria ser o número 1 do ano!
Trafegando fácil entre um pop luxuoso e a facilidade da música que deveria chegar as massas, “Dia Desses” é um reprocessamento das canções oitentistas que os mais velhos hoje lembram de maneira saudosa.
O eletrônico não poderia ficar de fora e “Ah, Mas Bem que Você Gosta (Coprófaga)” é o retrato fiel do rock bem medido com efeitos iniciais da música eletrônica. Letra simples e efeito devastador.
E assim segue o destino de um dos melhores trabalhos já lançados em 2011. Ousadia pop elevada a enésima potência de um poeta que expõe as vísceras de sua alma, sem medo de ser tudo ao mesmo tempo para remanufaturar sonhos, transformar letras em videoclipes sonoros sem imagens e acima de tudo, acreditar em seu próprio talento!
O cd inteiro já seria tremendamente estupendo caso quem o ouvisse ficasse na sua zona de conforto de três ou quatro canções de praxe, mas chegando a sexta, “Do Nada me Jogaram aos Leões”, com a participação de Maria Gadu, que larga sua zona de conforto e mostra sua potente extensão vocal sem amarras, sem medos e muitíssimo bem acompanhada.
Defintivamente todos os adjetivos são necessários a Jay Vaquer!

Gary Moore – Live At the Montreux 2010

Gary Moore – Live At the Montreux 2010 (ST2 Records)

Por: David Mattos
Nota:  07
Começa o show, luzes apagadas e um solo de guitarra demorado servindo de mestre de cerimônia para a grande atração da noite.
Quando ele entra no palco, o abstrato toma forma, podemos sentir que a lenda eixiste. poucos conseguiram e conseguem, fica claro que Gary Moore não tem concorrentes no hard blues.
O show, gravado em Montreux, meses antes do seu coração ter resolvido se rebelar e parar de bater pra sempre, mostra um músico com absoluto domínio da técnica e amparado por uma banda irrepreensível, a altura da qualidade que ele demonstrou desde os tempos do ThinLizzy.
Contudo, entretanto, porém e todavia o show apresenta um repertório – mesmo nas clássicas – pendendo mais para o hard do que para o blues. Os solos feitos por quem tem total domínio do ofício. O show, analisando-se apenas a parte técnica, é perfeito, da iluminação, músicos, postura e domínio de palco, contudo, sou mais o lado blueseiro do gordinho do que o lado hard core que sempre fez questão de mesclar ao longo dos seus álbuns. O blues está lá também, mais para o final do DVD, mas aparece discreto no repertório do show.
Longe do charme do disco “Still Got The Blues”, mas íntimo da técnica, “Gary Moore – Live at Montreux 2010”, vale a pena pela qualidade com que as músicas e o show de um modo geral são apresentados, mas peca um pouco talvez exatamente por uma preocupação aparentemente excessiva com a técnica, deixando um pouco de lado a alma, o blues. Mas para compensar, os extras trazem trechos ótimos da apresentação feita por ele no mesmo festival em 1997, show que, na minha imodesta opinião, foi bem mais intenso e interessante.

Saxon lança novo DVD ao vivo e marca volta ao Brasil

Saxon lança novo DVD ao vivo e marca volta ao Brasil

A banda de heavy metal Saxon irá lançar em Abril o CD/DVD Heavy Metal Thunder Live – Eagles Over Wacken. Foram registradas três apresentações da banda no festival Wacken Open air, nas edições de 2004, 2007 e 2009. O material reúne os maiores hits da banda com mais de 75 mil fãs presentes.
No mesmo mês a banda se apresentará no Brasil no festival Metal Open Air, em São Luís, no Maranhão, dia 22 de abril. Ao lado de Blind Guardian, Anthrax, Exodus e Megadeth.
O Saxon foi uma das bandas responsáveis pela popularização do heavy metal, junto com o Iron Maiden e influenciou bandas como Metallica e Megadeth.